sábado, 3 de novembro de 2007

Por trás do espelho. (ou a verdade do amor)

Sutilíssimo
Deixe-me arrepiar tua nuca
com dedos de mestre
que tenho guardados
para singela ternura. Posso?

Suspiro uma tez volátil.
Algo de seu resvala no íntimo,
preciso vomitá-lo, revelá-lo, tocá-lo.
Gravar na tua superfície
marcas de minha paixão. Posso?

O que desejo é uma montanha,
um vulcão adormecido:
sustento o sonho furtivo
de uma prepotência minha
exclusivamente para você. Posso?

Esconde coisa que me pertence,
mas não há para onde correr.
O abstrato e a essência,
desde que predominam,
são deliberadamente meus. Posso?


Por Dona Lânguida, em seu mundo de amor.

4 comentários:

peu disse...

e tem como dizer não? :D

adorei a poesia da dona languida

Lunna Montez'zinny disse...

Passando para conhecer a dona languida e seus perfumes.
Abraços

Lunna Montez'zinny disse...

Oi moço, passando por aqui para agradecer a sua participação junto ao Coletânea Artesanal, sem dúvida foi uma das melhores edições até agora.
Abraços meus e novamente obrigada pela sua participação, que espero que seja constante.

solfirmino disse...

Que coisa boa Yuri. Lembrei de um poema meu, Esfinge,vou te mandar por e-mail.