segunda-feira, 18 de junho de 2007

Filosofias subliminares.

Plurilógico está chegando ao seu fim e, aos poucos, vejo despontar azuis raios de manhã. Em agosto, um novo conceito vai dar as caras no blog, um conceito azul e fluido, que simplesmente não deseja ser. Porém, a verdade se esconde detrás do espelho. Alguém adivinha, alguém entende? Só em agosto.
Por enquanto, continuemos com Plurilógico e sua aura agora já crepuscular. A poesia que trago hoje pertence ao Caramanchão e é sobre a mente se olhando no espelho e vendo o que existe por trás de toda verdade.

Despojo
Nessa fantasia eu me escondo
e crio imenso labirinto.
Ergo paredes e corredores e?
Já não verás a mim.

É a mente-floresta
com seus medos-mitos
sua forma fantástica
seu secreto linguajar.

Nesse casulo sereno
há um desafio travado:
faces recortadas, duplas intenções.

No desejo de crescer,
esconde-se a morte
e a mente se revela:

hoje à noite, na sala de jantar.

- By me®

A quem comenta, mais uma vez frutos e flores de gratidão.

3 comentários:

Héber Sales disse...

a ane rusche tem um blog
dê uma googlada
e tua poesia me lembra mais uma citação
desta vez, geertz parafraseando weber: "o homem é um animal que vive suspenso numa teia de significados"
é a matrix
seu labirinto
seu casulo
literatura para mim é um exercício assim, de criar outras teias, outras vidas possíveis, na linguagem
abraço!

Leila Lopes disse...

pedaços nossos escondidos vazam em pequenos corredores, mas persistem estas intenções duplas, mal sabemos de nós.
beijos, Yuri.

Analuka disse...

Sim, efêmero-eternos amantes de cores e de luzes, transitamos entre teias e casulos que se reabrem, se reiventam, nos aconchegam e expulsam, nesta ânsia incessante de libertação.
(Esperarei, então, tua decente proposta!)
BEijos alados azuis, querido.