domingo, 6 de maio de 2007

Liberdade, liberdade, liberdade. E asas.

Até agora, minhas postagens começaram com textos e finalmente a poesia. Hoje me deu vontade de inverter isso, talvez pra permitir que as pessoas que me lerem possam tirar suas próprias conclusões. Uma forma de não me sobrepor aos pensamentos dos outros, não induzir ninguém a pensar o que quero que pensem. Talvez hoje eu tenha resolvido não manipular, como uma forma de libertar.

Pombas na praça
Andorinhas irrequietas
quereis ser como vós
tão livres e doiradas
Ainda tão arcaicas e modernas!

Andorinhas irrequietas
Espalhai vosso canto pelos jardins:
as moças casadoiras batem palma
para a célebre revoada agitadiça.

- By me®

No fundo, no fundo, acredito que todos nós tenhamos esse desejo silencioso e profundo de ser pássaro. Sonhamos todos os dias com a liberdade: ser livre de nós mesmos, ser livre do mundo, ser livre das obrigações, ser livre das situações desconfortáveis. Desejamos a fluidez das coisas e da vida, um percurso liso, sem vírgulas.
Ora, não houvesse conflitos e não seria vida. Não houvesse desafios e cairíamos num marasmo prolongado.
Devemos objetivar a liberdade, mas conscientes de que sem pedras, não há castelos.
Hoje escrevo pouco, talvez ainda na tentativa de libertar mentes e de não impor o que penso demasiadamente.
Deixar uma pincelada do meu imo, mas sem descolorir imos alheios.
Viva a múltipla interpretação da poesia!

Obrigado a todos que continuam visitando o blog e deixando seus comentários que acendem a alma.

3 comentários:

héber sales disse...

"Negam sua obra; sua obra responde por você."

Champfleury,
em Grandes figures d'hier et d'aujourd'hui

Abraço!

Leila Lopes disse...

os pássaros e o sonho da liberdade sempre presente em nós. coincidência, hoje tb escrevi sobre pássaro e liberdade, te mostro em breve...
tem um rio por lá, te espero.
bjs

Analuka disse...

Desejo

Quero asas de borboleta azul
para que eu encontre
o caminho do vento
o caminho da noite
a janela do tempo
o caminho de mim.

(ROSEANA MURRAY)

...Sim, Yuri, nosso desejo de asas, nossas almas aladas, e os ventos, danças, movimentos... no azul do ser!...

Abraços no ar de maio!