segunda-feira, 24 de setembro de 2007

A primeira paz

Religião
Amor, amor, deixa-me dar-te um último beijo
Beijo fúnebre, com sabor de morte
Depois me tornarei frio
E escaparei de tuas mãos.

Dá-me teus últimos lábios,
agora morro em lástimas
E aos poucos minha essência derrete
Pra caber na terra inexorável.
(Se ainda quiseres lembrar-te de um
último gosto meu, leva meus olhos
no espelho da tua mente

e bebe neles a gota derradeira de emoção.)

Por Dona Plácida e suas lágrimas mornas.

5 comentários:

héber sales disse...

religião,
o maior de todos os discursos
sobre nosso medo da morte.
abraço.

CresceNet disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Leila Lopes disse...

Amor e religião
parecem nestes
versos caminharem
na mesma direção.


Bjs

Fabrício Brandão disse...

Um amor que sabe ao gosto de uma saudade só se redime se o equívoco da culpa religiosa é banido para sempre.

Abraços

Analuka disse...

Amor pode e deve ser, ele mesmo, a melhor das religões... mas que nos ajude a superar os temores da morte, e soprepuje a tristeza! Pois que a melhor flor do amor são o prazer, a paz, a doçura...

Beijinhos alados, querido.

Também te convido para me visitar e comentar o MANIFESTO DO AMOR ALADO (lá estás, heheehe!)