domingo, 19 de abril de 2009

um poema criado-mudo
um poema estante
um poema caco de planta
um poema cinzeiro
um poema lixeira
um poema saco plástico
um poema maçaneta
um poema ralo - ou bueiro?
um poema made in china de 1,99
um poema saca-rolhas
um poema faixa de pedestres
um poema pisca-pisca
um poema mosquito
um poema zumbido
um poema virando a esquina
um poema nota de rodapé
um poema marca-texto
um poema ligue os pontos
um poema compressa
um poema bocal de caneta bic
um poema clipe
um poema parafuso
um poema botão
um poema vírgula

o poema se situa entre uma coisa e outra
entre o pensamento e o seguinte
entre o passar do tempo, encontra-se o poema, intercalado com as horas,
os minutos e segundos.
quem viu a mínima distância que existe entre si e si mesmo
percebeu o poema vibrando.

3 comentários:

Jacinta Dantas disse...

Ei menino,
que bom te ver aqui, de volta. Que bom encontrar-te em um poema. Que bom saber-te poema nesse mundo de inúmerar complicações.
Que bom!
Um abraço

Em tempo: e a faculdade, via bem?
vc está gostando do curso?

Jalves disse...

Bem vindo!

abraço deste lado do mar!

jalves.

Analuka disse...

Estava com saudades de teus escritos , menino! Aliás, estava com saudades de visitar os jardins de letras das almas amigas e amantes da arte, da poesia... Deixo abraços alados, azuis.